Jericoacoara valorizou 400% em menos de uma década depois que o aeroporto chegou. Maragogi tem aeroporto de R$ 400 milhões prestes a operar e mais de 20 novos hotéis em construção. O ciclo começou — e quem entrar depois da inauguração vai pagar o prêmio.
O padrão que se repete — e o que Maragogi tem de diferente
Jericoacoara não era destino de luxo. Era uma vila de pescadores acessível só por jipe, com ruas de areia e energia racionada. O aeroporto de Jeri chegou em parcelas: primeiro uma pista em Cruz (2012), depois a ampliação, depois os voos regulares. Quem comprou terreno na região antes da pista estar operando pagou uma fração do que pagaria depois. Em menos de uma década, os imóveis registraram valorização de até 400% — documentada por levantamentos do mercado local e citada pelo próprio governo do Ceará em relatórios de turismo.
Maragogi não é Jeri. É maior, mais consolidada, mais fácil de acessar. E tem um aeroporto de R$ 400 milhões — o Aeroporto Costa dos Corais — prestes a iniciar operações regulares.
A diferença em relação a Jericoacoara é que Maragogi não começou do zero. Já tem fluxo turístico, já tem hotéis funcionando, já foi eleita o melhor destino de praia do Brasil pelo prêmio "O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026". O aeroporto não vai criar um destino — vai escalar um que já existe. E escalar um destino consolidado historicamente faz mais pelos preços dos imóveis do que criar um destino do zero.
O que 20 hotéis em construção revelam sobre o mercado
Não são promessas de estande. São obras em andamento. Segundo dados do governo de Alagoas e reportagens recentes, mais de 20 novos hotéis estão em construção em Maragogi e na costa imediata para atender à demanda que o aeroporto vai trazer.
Redes hoteleiras não investem sem análise de viabilidade. Quando mais de 20 empreendimentos iniciam obras simultaneamente em uma mesma região, eles estão apostando com capital real que a demanda vai aparecer — e aparecer em volume suficiente para pagar o investimento. O mercado imobiliário residencial e de investimento acompanha esse movimento porque ambos disputam os mesmos compradores: turistas que visitaram, gostaram e queriam ter um imóvel no destino.
O padrão é claro em outros destinos: o setor hoteleiro entra antes do mercado residencial perceber. Quem vê hotel sendo construído e espera a inauguração para comprar seu apartamento paga o preço do destino consolidado, não o preço da aposta.
O aeroporto que muda o acesso e o perfil do comprador
Hoje, chegar a Maragogi de avião exige pousar no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, e ainda fazer entre 1h30 e 2h de carro. Esse trecho final funciona como filtro: só chega quem realmente quer ir. O resultado é um turismo de alta qualidade — mas limitado em volume.
Com o Aeroporto Costa dos Corais operando, o tempo de translado cai para menos de 15 minutos da pista ao centro da cidade. Não é uma melhora incremental — é a remoção do principal gargalo de acesso. O mesmo fenômeno aconteceu com Porto Seguro em relação à Bahia, com Cabo Frio em relação ao Rio de Janeiro e com Jericoacoara em relação ao Ceará.
O investimento de R$ 400 milhões na infraestrutura já está comprometido. O governo federal confirmou o projeto e as obras avançam. As perspectivas iniciais de voos de pequeno e médio porte já evoluíram para a expectativa de voos regulares conectando Maragogi às principais capitais do país.
Por que isso afeta diretamente o litoral sul de Pernambuco
A 60 km de Tamandaré e a menos de 100 km de Porto de Galinhas, Maragogi não está isolada do mercado pernambucano — está na mesma rota de decisão do comprador que considera investir no litoral nordestino.
Isso funciona em duas direções. Na primeira, compradores atraídos pelo aeroporto e pelos hotéis de Maragogi vão inevitavelmente comparar destinos — e Porto de Galinhas vai estar na comparação, com estoque mais consolidado e infraestrutura turística já madura. Na segunda, a valorização de imagem que Maragogi ganha com o aeroporto eleva a percepção de valor de toda a região costeira entre Alagoas e o sul pernambucano.
Não à toa, projetos como a Rota DUE Caribe — 28 empreendimentos de alto padrão em 100 km de costa entre PE e AL, com VGV de R$ 7,5 bilhões — escolheram exatamente essa faixa para concentrar investimentos. A lógica é a mesma: o aeroporto e a valorização de Maragogi tornam toda a região mais atraente para compradores nacionais e internacionais.
A conta que o comprador que espera vai pagar
Há um custo concreto em esperar a inauguração do aeroporto para comprar. Em destinos que passaram por ciclos similares — Jericoacoara, Porto Seguro, Arraial do Cabo — o mercado precificou a nova infraestrutura antes dela entrar em operação. O movimento de alta começa quando a obra está visível, não quando a pista abre.
Em Maragogi, esse ciclo já começou. Os 20+ hotéis em construção e os lançamentos imobiliários em andamento sinalizam que o mercado profissional — com capital e informação — já entrou. A janela que ainda existe é a de quem compra antes do aeroporto operar em capacidade plena e antes que os primeiros voos regulares comecem a trazer um novo perfil de comprador para o mercado local.
Quem espera a inauguração para "ver como fica" vai comprar em concorrência com esse comprador novo, em um mercado com estoque menor e preços que já terão absorvido o impacto da infraestrutura.
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Acompanho o mercado do litoral nordestino e sei quais imóveis posicionam bem para esse ciclo — tanto em Maragogi quanto no litoral sul de Pernambuco. Me chame no WhatsApp (81) 99224-5915 ou no Instagram @rodrigoimoveis.pe antes de a pista abrir.
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