O Recife encerrou 2025 com VGV recorde de R$ 10,1 bilhões e estoque de apenas 6 meses — o menor já registrado. Com R$ 8 bilhões em obras no litoral sul e a Selic em queda, os preços não vão esperar.
2025 foi um ano histórico — e os números provam
O mercado imobiliário do Recife e Região Metropolitana fechou 2025 com o melhor resultado de toda a sua história: R$ 10,1 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas), crescimento de 53% em relação a 2024. Foram 12.061 unidades vendidas — um ritmo que superou até mesmo o volume de lançamentos do período.
Traduzindo: o mercado consumiu imóveis mais rápido do que eles foram colocados à venda.
O estoque chegou ao mínimo histórico
O resultado direto desse consumo acelerado é um estoque atual de R$ 4,9 bilhões — equivalente a apenas 6 meses de vendas. É o nível mais baixo já registrado no mercado pernambucano.
Para comparação: um mercado equilibrado costuma ter entre 12 e 18 meses de estoque. Quando cai abaixo de 6 meses, a tendência histórica é uma só: preços sobem.
Segundo dados da Brain Inteligência Estratégica, 87,7% das unidades disponíveis hoje foram lançadas entre 2023 e 2025 — o que significa que o mercado precisará de novos lançamentos em 2026 para atender uma demanda que só cresce. Enquanto esses lançamentos não chegam, o estoque existente valoriza.
R$ 8,3 bilhões chegando ao litoral sul
Enquanto o Recife digeria seu recorde histórico, o litoral sul de Pernambuco era redesenhado por obras de infraestrutura de escala raramente vista na região.
A Petrobras acelerou o Trem 2 da RNEST, com investimento de R$ 8,3 bilhões e previsão de gerar 30 mil empregos durante a construção. O complexo deverá dobrar a capacidade da refinaria, alcançando 260 mil barris diários até 2029.
Paralelamente, o novo terminal de contêineres do Porto de Suape, operado pela APM Terminals, tem início de operações previsto para julho de 2026 — com 1.500 empregos diretos e indiretos já na fase de implantação.
O impacto no mercado imobiliário é direto: trabalhadores, técnicos e famílias em realocação precisam de moradia. A demanda já pressiona as regiões de Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Tamandaré, onde mais de 16.500 unidades residenciais foram lançadas até setembro de 2025.
Ipojuca a R$ 16.237/m² — e o número não para de crescer
No litoral sul, os números de valorização são eloquentes. Ipojuca, que abriga Porto de Galinhas e Muro Alto, registrou valor médio de R$ 16.237 por m² no segmento compacto — o mais alto de todo o estado. Tamandaré (Praia dos Carneiros) aparece logo atrás, com R$ 12.991/m².
Imóveis de temporada nessas regiões entregam rentabilidade líquida entre 12% e 17% ao ano, segundo o Ranking MySide 2025 — números que competem com renda fixa sem o risco de crédito, somados ainda à valorização do próprio imóvel.
Selic em queda: o que muda para quem quer comprar
A Selic permanece em 15% ao ano, mas os analistas projetam o início do ciclo de cortes ao longo de 2026. As taxas de financiamento imobiliário já operam entre 11% e 12% ao ano — porque o funding vem majoritariamente da Caderneta de Poupança (SBPE), com custo independente da Selic. O volume de financiamentos deve crescer 16% em 2026, segundo a Abecip.
O raciocínio é direto: quando a Selic cair e o crédito ficar mais barato, mais compradores entrarão no mercado ao mesmo tempo. O estoque já está no mínimo histórico. O que acontece com os preços nesse cenário não é difícil de prever.
Quem esperar vai pagar mais caro
Esperar o "momento perfeito" para comprar imóvel em Pernambuco tem um custo que raramente é calculado: o preço do imóvel não vai esperar junto com você.
Com estoque em mínimo histórico, R$ 8,3 bilhões em obras transformando o litoral sul e a perspectiva concreta de queda de juros desbloqueando demanda reprimida, 2026 é um ano de decisão — não de espera.
Os melhores imóveis já estão sendo negociados fora do mercado aberto, entre investidores bem posicionados e consultores que conhecem o mercado de perto.
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